As famílias inscritas no Cadastro Único têm até esta sexta-feira
(11) para atualizar os dados do Cadastro Único (CadÚnico), data em que se
encerra o prazo de revisão de dados. O prazo foi prorrogado devido às grandes
filas que têm sido formadas em Centros de Referência em Assistência Socual
(Cras) de todo o país. Segundo o Ministério da Cidadania, neste ano, apenas as
famílias com cadastros revisados pela última vez em 2016 ou 2017 foram
convocadas para atualizar as informações junto aos municípios.
O processo de revisão cadastral foi escalonado devido dos
impactos causados pela pandemia de covid-19. Com isso, as famílias que
atualizaram dados pela última vez em 2018 ou 2019 serão convocadas nos próximos
anos.
“As famílias inscritas no Cadastro Único devem atualizar
os dados a cada dois anos ou sempre que houver alguma alteração. Quem for
convocado para averiguação e revisão de dados deve comparecer a um Centro de
Referência de Assistência Social ou a um posto de atendimento do Cadastro Único
do município”, informou o ministério em nota.
Segundo a pasta, a atualização cadastral é “fundamental
para assegurar a qualidade dos dados e garantir que as informações registradas
na base do Cadastro Único estejam sempre de acordo com a realidade das
famílias”.
A atualização do cadastro é obrigatória para a
continuidade do recebimento de benefícios pagos via programas sociais como o
Auxílio Brasil, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a Tarifa Social de
Energia Elétrica (TSEE) e a ID Jovem.
A poucos dias para o encerramento do prazo de
apresentação das emendas ao Orçamento da União de 2023, os deputados federais e
senadores do Ceará se dividem sobre o destino a ser dado ao dinheiro que caberá
à bancada formada por 25 parlamentares. São, pelo menos, R$ 280 milhões somente
em emendas de bancada. O prazo para apresentação das emendas termina na
segunda-feira (14).
A elaboração das emendas de bancada é sempre marcada por
conflitos porque o Governo do Estado defende que parte dos recursos seja
destinada a obras de infraestrutura tocadas pela própria administração
estadual. Os deputados federais e senadores de oposição, a exemplo do que
aconteceu nos últimos quatro anos, querem transferir as verbas para os
municípios onde tem bases eleitorais.
O relator da proposta do Orçamento de 2023, senador
Marcelo Castro (MDB-PI), afirmou nesta quinta-feira (10) que a PEC que está
sendo elaborada para garantir o Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023 deve prever
que o benefício social seja imune ao teto de gastos de forma permanente.
O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), e
membros da equipe de transição se reuniram com os presidentes da Câmara e do
Senado e parlamentares nesta quinta.
"Discutimos com os líderes para encaminhar a PEC
para excepcionalizar do teto as ações sociais do governo, o Bolsa Família,
apenas. A ideia é que seja permanente, que haja um compromisso da sociedade
brasileira com os mais carentes, mais pobres, que eles possam sentir de que há
segurança e que estará excepcionalizado para sempre esses recursos", disse
Castro ao sair do encontro.
Aliados do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), vêm trabalhando nas últimas semanas para costurar uma proposta de emenda
à Constituição (PEC) que autorize o Executivo a mexer nas regras orçamentárias
para cumprir, já a partir de janeiro, promessas feitas durante a campanha.
O governo eleito também pretende retomar o nome Bolsa
Família. Em 2021, o governo Jair Bolsonaro substituiu o programa pelo Auxílio
Brasil, mudando o nome e algumas das principais regras do programa.
O teto de gastos entrou em vigor em 2017 e proíbe que a
maior parte das despesas do governo federal cresça mais que a inflação do
período. O mecanismo é uma "âncora fiscal", ou seja, uma ferramenta
para segurar o crescimento dos gastos públicos.