reze pessoas foram resgatadas da condição de trabalho análogo ao
escravo, na região de Sítios Novos, na zona rural de Caucaia. Segundo
Ministério do Trabalho, os operários estavam “em condições de vida e trabalho
muito precárias”.
Os homens trabalhavam sem água potável nem condições higiênicas e
não havia local para preparação e para tomada das refeições. De acordo com o
MT, também não havia registro nas carteiras de trabalho, nem comprovante legal
de pagamento de salário.
Conforme os auditores-fiscais que desenvolveram a operação, o local
não dispunha de energia elétrica, e não eram fornecidos equipamentos de
proteção individual aos trabalhadores. Alguns operários dormiam no local de
trabalho em dois “barracos” cobertos de lona plástica, de chão batido, sem
paredes.
Ainda conforme o MT, “os empregados estavam em situação
constrangedora ao ter que satisfazer suas necessidades fisiológicas a céu
aberto, sem nenhuma privacidade, pois, além de não disponibilizarem de
instalações sanitárias nos locais de trabalho, sequer lhes foi fornecido papel
higiênico, o que levou os trabalhadores a usarem folhas ou pedaços de madeiras
na sua higiene pessoal”.
Depois do resgate, os auditores providenciaram a emissão das guias
do Seguro-Desemprego para os operários e de 30 autos de infração, até o
momento, aos empregadores, por todas as irregularidades encontradas.
A equipe também acompanhou o pagamento das verbas rescisórias na
Superintendência Regional do Trabalho (SRT-CE), concluído nesta segunda-feira
(11). Além dos auditores-fiscais do Trabalho, a Polícia Rodoviária Federal
(PRF) participou da operação.


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