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17 fevereiro 2019

INVASÃO DE CAROCHA NO CEARÁ PREOCUPA PAIS E DE TODO ESTADO


Foto: Fco Filho
Epicauta, identificado por Dejean em 1834, é um género de coleópteros da família Meloidae (meloídeos) que inclui as espécies conhecidas pelo nome comum de burrinho, caga-fogo, caga-pimenta, cantárida, papa-pimenta, pimenta, potó, potó-grande, potó-pimenta e vaquinha. E AGORA NO CEARÁ É MAIS CONHECIDA COMO (Carocha) s espécies pertencentes a este Fracgênero caracterizam-se por corpo afilado, em geral comparativamente grande, e por quando atacadas expelirem um líquido vesicante amarelo, rico em cantaridina, que em contacto com a pele humana causa irritação cutânea com formação de bolhas. A forma adulta alimenta-se de folhagem de plantas, com preferência pelas solanáceas, podendo causar grande destruição, enquanto as larvas se alimentam de ovos de outros insectos. O género tem distribuição natural sub-cosmopolita,[2] ausente apenas da Austrália,[3] sendo comum no Brasil, onde é uma praga agrícola em plantações de batata, tomateiro e outras solanáceas.


Descrição
Os escaravelhos adultos do género Epicauta apresentam 1,5-2,5 cm de comprimento, com corpos alongados e comparativamente macios. A cabeça é larga e vertical. A secção do corpo entre a cabeça e as asas, o prototórax, é nitidamente mais estreito do que as asas, e, geralmente, é um pouco mais estreito do que a cabeça, criando um "pescoço" no insecto. Os élitros são macios e flexíveis. As pernas são relativamente longas e finas.

O género foi descrito cientificamente em 1834 pelo entomólogo Pierre François Marie Auguste Dejean. O género tem distribuição natural quase cosmopolita, com espécies nativas em todos os continentes, com excepção da Austrália. O género é particularmente diverso no sudoeste da América do Norte, em especial no norte do Arizona.[3] Poucas espécies ocorrem no Árctico, com nenhuma a norte da parte sul do Northwest Territory do Canadá.[3]

Os adultos alimentam-se de plantas, atacando a folhagem e os rebentos juvenis. As larvas são predadoras dos ovos de gafanhotos e outros insectos.[3] Os adultos podem causar sérios danos às plantas de que se alimentam, e muitas espécies de Epicauta são consideradas como pragas agrícolas com relevante impacte económico em várias regiões, podendo mesmo em algumas ocasiões causar a perda total da cultura.[4]

Como ocorre com outros grupos da família Meloidae, estes escaravelhos produzem cantaridina, um terpenóide tóxico capaz de matar grandes mamíferos, com destaque para os cavalos, se estes ingerirem grande quantidade de escaravelhos ao pastarem.[5] O líquido amarelo que segregam como defesa, rico em cantaridina, é fortemente vesicante, produzindo bolhas na pele humana por contacto directo.

O género Epicauta, com cerca de 360 espécies validamente descritas (2011),[6] é um dos maiores taxa de cantáridas.

Espécies
Na Europa ocorrem três espécies, Epicauta flabellicornis, Epicauta rufidorsum e Epicauta erythrocephala.[2] Na Argentina apresentam particular importância as espécies Epicauta atomaria e Epicauta adspersa.

Entre as cerca de 360 espécies descritas para o género Epicauta contam-se as seguintes no Brasil:

Epicauta atomaria: besouros de élitros cinzentos com pontos negros, registado nas regiões oriental e central do país como praga de diversas plantas cultivadas da família das solanáceas. Também chamados de burrinho-das-solanáceas, vaquinha-azul-da-batatinha, vaquinha-da-batatinha.
Epicauta excavata: besouros de élitros escuros com listras longitudinais amareladas, registrado no Sudeste e Sul do Brasil, como praga, esp. do tomateiro, fumo, batatinha e pimentão. Também chamados de burrinho-zebrado.
Epicauta adspersa: besouros registados no Sul do Brasil, como praga da batatinha, batata-doce, fumo, pimentão, beringela e beterraba. Sua secreção cáustica contém 25% de cantaridina. Também chamados de burrinho-da-batatinha e cantárida-do-brasil.
Relação de 360 espécies




Folhas Serrana

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