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quinta-feira, junho 28, 2018

706 transplantes são realizados no primeiro semestre deste ano no Ceará


No ano em que a Central de Transplantes do Ceará comemora 20 anos de existência, o Estado chega ao fim do primeiro semestre superando as marcas obtidas em 2017. No primeiro semestre de 2018, conforme dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), foram realizados 263 transplantes de órgãos sólidos (rins, coração, fígado e pulmão), 49 a mais que o número registrado em igual período do ano passado. Incluindo transplantes de tecidos (medula óssea e córneas), o Ceará executou, ao todo, 706 procedimentos neste ano.

Outro avanço foi a recuperação do 3º lugar no ranking brasileiro de doadores por milhão de população (pmp). Após cair para a 5ª posição no ano passado, o Estado contabilizou uma média de 29,7 doadores pmp entre os últimos meses de janeiro e março, ficando acima da média nacional, que foi de 16,2. As informações são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

Em 2018, o Ceará obteve destaque nacional pelo aumento do número de transplantes de fígado. Nos primeiros três meses desse ano, houve crescimento de 28,3% em relação a igual período de 2017. Com isso, o Estado se tornou o segundo do País em quantidade de cirurgias por milhão da população. Houve, ainda, desempenho positivo no total de transplantes de rins do primeiro trimestre, que subiu 18,75% se comparado aos registros do mesmo intervalo de tempo do ano passado.

Comissões

A coordenadora da Central de Transplantes do Ceará, Eliana Barbosa, destaca que os avanços são resultado dos esforços empreendidos pelas equipes de rede estadual de transplantes. "Esse aumento vem da participação e do trabalho árduo das nossas comissões intra-hospitalares de transplantes. Além disso, a cada ano, a sociedade fica mais conscientizada, mais esclarecida em relação ao processo de doação. Consequentemente, ela doa mais", destaca Eliana.

O engajamento das equipes envolvidas no processo de captação e a solidariedade da população cearense são evidenciados nos dados da ABTO. Conforme a entidade, de janeiro a março deste ano, 38,77% dos possíveis doadores de órgãos se transformaram em doadores efetivos. O percentual do Estado é o terceiro maior do Brasil.

Segundo a coordenadora, uma das principais conquistas da Central ao longo de duas décadas de fundação foi zerar a fila de espera por transplante de córneas. A meta foi alcançada em 2016 e, hoje, o Ceará disponibiliza córneas captadas para outros estados.

"Mesmo tendo zerado a nossa fila, não deixamos de entrevistar e oferecer às famílias a oportunidade de doar as córneas. Então, estamos disponibilizando para outros estados para que possam diminuir a fila deles. Isso mostra que a solidariedade do povo cearense ultrapassa os nossos limites", diz.

Metas

Eliana Barbosa afirma que a meta atual da Central de Transplantes é reduzir as negativas familiares, um dos maiores impasses para a concretização de procedimentos em todo o País. Nos últimos anos, a taxa de negativas no Ceará tem variado entre 38% e 40% das entrevistas. "Nosso grande desafio é diminuir mais esse número para que fique em torno de 30%. Quem sabe, chegar ao patamar da Espanha, onde a negativa fica em torno de 15% a 20%", afirma a coordenadora. "Outra meta é, a cada ano, aumentar de 1 a 1,5 o número de doadores efetivos por milhão da população. Com esse crescimento, vamos aumentar consequentemente o número de transplantes", acrescenta.

Homenagens

Para comemorar os 20 anos de existência, a Central de Transplantes homenageia, nesta quinta-feira (28), instituições que colaboraram para o fortalecimento da rede estadual de captação e transplantes de órgãos. "Todas as conquistas só foram possíveis pela participação direta e indireta, no processo de doação, das comissões hospitalares, da própria equipe da Central, dos centros transplantadores e de serviços auxiliares, como os laboratórios de sorocompatibilidade", ressalta Eliana Barbosa.

Neste ano, a campanha Doe de Coração, criada pela Fundação Edson Queiroz e apoiada pelo Diário do Nordeste, chega à sua 16ª edição. A mobilização acontece anualmente durante o mês de setembro, sensibilizando a população para a doação de órgãos por meio de ações e veiculação de materiais sobre o tema em jornais, portais de notícias e emissores de rádio e TV.


Fonte: Diário do Nordeste

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