Prever o inverno se valendo apenas da observação dos
fenômenos da natureza é uma proeza. Essa tem sido a marca de profetas e
profetisas da chuva deste Município do Sertão Central do Estado, distante 170
km de Fortaleza. Em meio à seca que castiga o Ceará já há cinco anos seguidos,
eles desafiam a ciência para descobrir se vai ou não chover apenas pelo
crescimento de determinada planta até a forma como o vento chega no início da
noite. Ontem, no Centro Cultural Rachel de Queiroz, alguns dos mais antigos profetas
fizeram um balanço de suas previsões e falaram da expectativa do próximo
encontro, marcado para no início do ano que vem.
O encontro foi organizado pela equipe que realiza a nona
edição do Encanta Quixadá, evento que se encerrou ontem. Os profetas se
reuniram no início da manhã em um café servido a amigos e estudiosos da cultura
popular. Empolgados, eles falavam das previsões que já haviam feito em anos
anteriores.
Em 2017, o evento dos profetas da chuva chega a sua 21ª
edição. Nos últimos anos, não houve um consenso entre os profetas sobre os
invernos que se seguiram. Muitos opinaram que o inverno seria bom, e acabaram
tendo que aceitar em meio ao mato seco e a reservatórios em volume morto, que
as previsões que fizeram não condiziam com a realidade. Ainda também é cedo
para tentar dar a certeza de algo. Mas para alguns, já há o que se comemorar.
DN Online


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