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20 abril 2018

Hipertensão arterial já atinge 35% da população brasileira


Em prol da conscientização no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, que acontece dia 26 de abril, cardiologista do HCor alerta que 80% dos casos de derrame cerebral e 60% dos casos de ataque cardíaco registrados no país são desencadeados pela doença; estudo inédito do hospital avalia eficácia de cirurgias bariátricas para a diminuição do problema
No próximo dia 26 de abril acontece o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Para conscientizar a população sobre a importância da data, devido à relevância do problema no Brasil, o cardiologista do Hospital do Coração (HCor), Dr. Celso Amodeo, alerta que a doença já atinge 35% da população brasileira, além de ser responsável por desencadear até 80% dos casos de derrame cerebral e 60% dos casos de ataque cardíaco registrados no país. “Prevenir e controlar os índices de hipertensão é de suma importância, já que, segundo dados do Ministério da Saúde, os problemas cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 300 mil mortes por ano no Brasil. Além disso, 50% dos hipertensos no Brasil ainda não sabem que têm o problema”, revela o Dr. Amodeo.

Também conhecida como pressão alta, a hipertensão arterial pode acometer crianças, adolescentes, adultos e idosos de ambos os sexos. Silenciosa, a doença provoca o estreitamento das artérias e faz com que o coração precise bombear o sangue com cada vez mais força para impulsioná-lo por todo organismo e depois recebê-lo de volta. “Esse processo dilata o coração, danifica as artérias e, consequentemente, favorece a ocorrência de ataques cardíacos e derrames cerebrais”, explica o Dr. Amodeo. “Uma pessoa é considerada hipertensa quando a sua pressão arterial apresenta valores iguais ou acima de 14 por 9 (140mmHg X 90mmHg)”, esclarece.
Estudo Inédito


Para contribuir com o combate ao problema, o HCor divulgou recentemente um estudo intitulado Gateway que avaliou a eficácia das cirurgias bariátricas para o controle da hipertensão. A iniciativa contou com 100 pacientes hipertensos com obesidade grau 1 e 2, durante o período de um ano. Durante o estudo os pacientes foram divididos em dois grupos de 50 pacientes de forma randomizada (aleatória). “Um foi submetido à cirurgia de “Bypass gástrico em Y de Roux”- cirurgia de redução do estômago mais praticada no Brasil –, associada ao tratamento medicamentoso. O outro grupo recebeu apenas o tratamento medicamentoso associado às orientações dietéticas e mudança do estilo de vida (com objetivo de perda de peso)”, explica o Dr. Carlos Schiavon, cirurgião bariátrico e principal investigador do estudo no Instituto de Pesquisa (IP) do HCor.
O objetivo principal do estudo foi avaliar a redução de pelo menos 30% da prescrição de medicações para hipertensão, mantendo a pressão controlada. Também foram avaliados outros fatores de risco cardiovascular como perfil lipídico, glicemia e inflamação. Como resultado, o estudo do IP HCor identificou que, no grupo dos pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, 83,7% conseguiram reduzir o número de medicações e manter a pressão controlada, enquanto apenas 12,8% do grupo dos não operados conseguiu atingir este mesmo objetivo. “O mais importante é que 51% dos pacientes operados conseguiram manter a pressão controlada, sem nenhuma medicação”, afirma o cirurgião bariátrico do HCor.

Com Ass. de Imprensa do HCor

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