Pode passar de 30 o número de detentos mortos em cinco
unidades do Sistema Penitenciário do Ceará após a deflagração da greve dos
agentes prisionais. A onda de execuções sumárias, iniciada nos presídios no
sábado (21), à tarde, continuidade neste
domingo. Os crimes envolvendo facões rivais acontece nas Casas de Privação
Provisória da Liberdade 1,2,3 e 4, todas no Município de Itaitinga; além do
Presídio do Carrapicho, no Município de Caucaia. Somente ontem, teriam sido mortos 17
presidiários, além de outros 8 no sábado. Contudo, os números não são ainda
oficiais.
Ainda no sábado, ao
anunciar o fim da greve após uma rodada de negociações em caráter emergencial,
o próprio secretário da Justiça e da Cidadania, Hélio Leitão, informou que até
aquele momento já estavam confirmadas oito mortes. Naquele dia foram
registrados sete assassinatos na CPPL 3 e mais um na CPPL 1.
No domingo (22), a matança recomeçou na CPPL 1, onde quatro
detentos foram executados pelos grupos rivais, totalizando cinco assassinatos
somente naquela unidade. Porém, logo veio a informação de outros cinco detentos
teriam morrido na CPPL 2 e mais dois na CPPL 3.
Já à noite, foram confirmadas quatro mortes na CPPL 4 e
outras três no Presídio do Carrapicho, em Caucaia. Era início da madrugada
desta segunda-feira quando surgiu a informação de que, pelo menos, mais dois
corpos estavam nas galerias do Carrapicho, totalizando cinco mortos.
Agora há pouco, equipes da Divisão de Homicídios e Proteção
à Pessoa (DHPP) e da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) reiniciaram os trabalhos
de investigação e recolhimento de corpos nas unidades do Sistema Penitenciário,
já com a informação de, pelo menos, mais 10 casos.
Oficialmente, estão identificados apenas quatro mortos. São
eles:
1 - Douglas Matos Ferreira
2 - Roberto Bruno Agostinho dos Santos
3 - Rian Pereira Paz
4 - Daniel de Sousa Oliveira
Por FERNANDO RIBEIRO



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