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sexta-feira, outubro 01, 2021

Pai confirma ter tido relações sexuais com a própria filha por quase dois anos, mas nega estupro



Jaelson Oliveira, de 36 anos, confirmou manter relações por um ano e oito meses com a própria filha, hoje com 20 anos, mas negou que os atos sexuais tenham ocorrido quando ela ainda era menor de idade. Ele prestou depoimento à polícia, nesta quinta-feira (30), no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, onde está internado.

 

O homem está internado há três meses após sofrer tentativa de homicídio a mando da companheira, Maria Aparecida Barroso, de 36 anos. O crime ocorreu no último dia 29 de junho, em Canindé, no Interior do Ceará. As informações foram divulgadas, nesta quinta, em reportagem do CETV 1ª edição, da TV Verdes Mares.

 

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Segundo o delegado responsável pelo caso, Daniel Aragão, o homem afirmou que a relação incestuosa havia terminado dois meses antes do atentado. “Ele teria dito que era errado e queria colocar um ponto final”, informou.

 

O delegado disse ainda que Jaelson se mostrou abalado no depoimento, chorando em alguns momentos e afirmando que iria pedir perdão. Apesar de ser um tabu moral e religioso, o incesto (sexo entre familiares) não é considerado ilegal pela legislação brasileira — desde que a relação seja consentida pelos adultos envolvidos.

 

No entanto, a prática configura-se crime quando ocorre o estupro de vulnerável, ou seja, a violência sexual contra crianças, adolescentes ou quando a vítima não consegue oferecer resistência ao ato por qualquer motivo.

 

INVESTIGAÇÃO CONTINUA

Em depoimento nesta quarta-feira (29), a filha também negou ter sofrido abusos e indicou o mesmo período de relacionamento dito hoje por Jaelson. As investigações para apurar se houve estupro de vulnerável continuam.

 

Segundo o delegado, os próximos passos serão depoimentos de testemunhas, de uma professora da jovem e a perícia dos aparelhos telefônicos de ambos.

 

 

O que se sabe, até o momento, é que Jaelson assumiu a paternidade da filha quando ela ainda  tinha 10 anos, após exame de DNA. Aos 12 anos, ele a levou para casa.

 

JAELSON NEGA AMEAÇAS À ESPOSA

Jaelson também negou que tenha ameaçado a esposa, Maria Aparecida Barroso, de 36 anos. Ela foi presa preventivamente por tentativa de homicídio.

 

Segundo a investigação, há cerca de dois anos, Maria Aparecida tenta se separar de Jaelson. Durante depoimentos, ela relatou ser violentada física e psicologicamente. Por esta razão, temia-denunciá-lo.

 

"Quando ela foi presa, a gente começou a perguntar os motivos que a levaram a essa ação. Ela disse que realmente ela sofria violência psicológica, violência física", observou o delegado.

 

"Conversando com a Maria Aparecida notamos que ele queria manter à força essa relação para justamente acobertar o relacionamento que tinha com a filha", afirmou.

ENTENDA O CASO

Após sofrer violência física, psicológica e diversas tentativas frustradas de separação do marido, Maria Aparecida Barroso planejou o assassinato de Jaelson de Oliveira. Ela teve a ajuda de Antonio Herilson da Silva Lopes. Conforme a investigação, esse parceiro do crime tinha um relacionamento casual com a enteada de Aparecida.

 

A jovem teria convidado Antonio Herilson para uma relação sexual com outra pessoa. Somente após a concretização do ato, ele teria identificado quem era o terceiro envolvido. Revoltado, se recusou a participar de novos encontros com pai e filha, apesar das insistências de Jaelson.

 

Antonio procurou, segundo a investigação, Aparecida para contar sobre o caso. Juntos, então, planejaram o assassinato de Jaelson. Ela deu dinheiro para que ele contratasse homens para praticar o crime.

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