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segunda-feira, março 01, 2021

O CASARÃO MAL ASSOMBRADO DO TRIGUEIRO

 




O CASARÃO MAL ASSOMBRADO DO TRIGUEIRO                                                                                                          Consta que só no final do século XVIII por volta do ano de 1794 foi concluído o grande casarão da fazenda trigueiro de propriedade da família Diógenes. Tudo foi idealizado pelo avô de José Denis Diógenes (Zé Denis), o fazendeiro dono de escravos Napoleão Diógenes Pães Botão um homem de negócios bem sucedidos que implementava o crescimento econômico da região fronteiriça entre o Ceará e o Rio Grande do Norte. Existem relatos que a areia para construção do casarão foi trazida das margens do rio Jaguaribe por escravos a uma distância de mais de 40 km.

O casarão tem trinta e oito cômodos com portas e janelas aproximadamente com dois metros de altura, uma porta com uma enorme chave suíça que separa o térreo com o andar superior, um corredor imenso onde tem uma mesa muito grande que comporta mais de trinta cadeiras. Posso afirmar tudo isso porque já passei férias na fazenda com alguns amigos e ouvi também muitas coisas estranhas como Zé Denis relata em uma reportagem concedida em 2011 a TV Cidade de Fortaleza emissora afiliada a TV Record a época, onde ele diz que no casarão ouve-se choro de crianças, pessoas tocando violão, sanfona, tirando sela de animais, batidas de pilão e corretes sendo arrastadas pelo chão.

Com o falecimento do fazendeiro Napoleão Diógenes, assumiu a fazenda seu filho José Diógenes Maia conhecido como "Coronel Zé Diógenes", um político que deixou suas atividades para se dedicar exclusivamente a agropecuária onde obteve um sucesso esplendoroso chegando a possuir muitas propriedades em várias localidades da região. Zé Diógenes casou-se duas vezes, com dona Tereza Dantas sua primeira esposa conceberam nove filhas, já com dona Delcides Vieira a segunda esposa, curiosamente tiveram cinco filhos, José Denis (Zé Denis), José Demes (Ciciu), José Disnei (Dêa), José Diógenes (Diógenes), e o caçula já falecido José Napoleão (Napoleão), que recebeu o nome do seu avô.

Com o falecimento do coronel Zé Diógenes, após alguns anos dona Delcides casou-se com Manoel Messias da Costa conhecido como (Manoel Franco), e concebe mais quatro filhos, Delanio (falecido recentemente), Danúbio, Danúcio e Danilson, todos meus amigos com quem tive o prazer de conviver por alguns anos, sendo que com os irmãos da família Diógenes eu tive mais afinidade por sermos da mesma faixa etária e por termos estudado por vários anos nas mesmas escolas tanto particular como no grupo escolar Virgílio Correia Lima e no Ginásio Ovídio Diógenes.

Fonte Pereiro Notícia

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