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09 agosto 2018

Com sinais de estupro, jovem é assassinada na frente do filho


Mãe de um menino de dois anos, Michele da Hora de Melo, 23, foi assassinada, de acordo com relatos de parentes, após sofrer violência sexual do namorado, um adolescente de 17 anos, na tarde desta terça-feira (7). O crime aconteceu no quarto da casa onde ela morava com o rapaz e a criança, uma pequena construção de apenas dois vãos, localizada na Travessa Dois de Julho, no bairro de Areia Branca, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador (RMS).

O corpo franzino da vítima foi encontrado, segundo parentes, com sinais de enforcamento, abuso sexual e cortes feitos por uma arma branca. Segundo a polícia, o suspeito, que é procurado, teria usado uma corda para enforcar Michele e utilizado uma faca (tipo peixeira) para fazer as perfurações na cabeça e na altura do peito.

Os policiais também acreditam que a jovem tenha sofrido abuso sexual, tudo isso na frente da criança. Após parentes chegarem na casa, o garoto, assustado, teria dito aos algumas palavras. “Ele matou a minha mãe. Ele matou a minha mãe”, lembra a dona de casa Rosileide da Hora de Melo, 25, irmã da vítima.

Relacionamento
Parentes de Michele disseram ao CORREIO que ela conheceu o suspeito pela internet e há cerca de dois meses o convidou para morar em sua casa, onde vivia com o filho, fruto de um outro relacionamento.

Os três dividiam o mesmo imóvel e o crime aconteceu em um cômodo usado como quarto pela mãe, o filho e o namorado.

O suspeito de tirar a vida da jovem, ainda de acordo com a família de Michele, é natural de Serrinha, no Centro-Norte do estado. O rapaz completa 18 anos em dezembro deste ano. Embora estivesse junto, dividindo a mesma casa com Michele, a família dela sabia muito pouco sobre o suspeito.

Cena do crime
Era por volta das 16h quando um dos sobrinhos de Michele, de 8 anos, resolveu ir na casa da tia buscar uma pipa. Ao chegar no local, o garoto se deparou com o corpo da vítima no chão do quarto. Ela estava com uma corda em volta do pescoço e com dois cortes.

O garoto, assustado, foi tentar buscar ajuda chamando a mãe. Ao entrar na residência, Rosileide encontrou a irmã já sem vida.

Ela conta que, assim que entrou, o suspeito saiu do interior da residência gritando, pedindo socorro e dizendo que a companheira estava passando mal. Logo em seguida, ele fugiu e não há informações sobre o seu paradeiro.

“ELE SAIU DE LÁ GRITANDO E DIZENDO QUE A MINHA IRMÃ ESTAVA PASSANDO MAL. EU ESTAVA TÃO DESESPERADA QUE NÃO REPAREI EM MAIS NADA, NEM PRA QUAL DIREÇÃO ELE FOI”, CONTA ROSILEIDE.

Pistas
A irmã lembra que Michele foi encontrada com a bermuda abaixo da cintura e sem calcinha. Ela também estava com o sutiã na altura das axilas e com os seios à mostra – evidências que levam a família a crer que a jovem teria mesmo sido estuprada.

Mesmo atordoada, Rosileide diz conseguir lembrar de ter visto o cunhado correndo de bermuda e sem cueca.

A hipótese da jovem ter sido violentada antes ou depois da sua morte não foi descartada pela delegada Elaine Laranjeira, titular da 27ª Delegacia (Itinga), que investiga o caso.

De acordo com ela, a investigação teve acesso às fotos tiradas pela Polícia Técnica através das quais a versão da família pode ser comprovada. No entanto, é preciso ter a conclusão do laudo pericial, num prazo de 30 dias, para comprovar o abuso.

Ainda de acordo com a delegada, neste momento, com base em depoimentos colhidos com o pai e uma das irmãs da vítima, o que pode afirmar é que o suspeito foi visto, minutos antes do corpo ser encontrado, lavando uma faca – provavelmente a utilizada no crime – em uma pia que fica em frente à casa.

A arma branca, segundo a irmã, é do tipo peixeira. O material foi levado do local do crime por peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) ainda na tarde desta terça, quando o corpo de Michele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), em Salvador.

Filho e ciúmes
De acordo com depoimento de familiares, Michele não trabalhava e vivia com o auxílio do Bolsa Família, além da pensão do ex-companheiro que é pai do menino. Ele fazia visitas frequentes à casa para ver a criança, o que, segundo Rosileide, despertava ciúmes no suspeito.

“UM DIA PEGUEI ELE DIZENDO PARA MINHA IRMÃ QUE ERA PARA ELA PARAR DE VÊ-LO. DISSE QUE MINHA IRMÃ NÃO PENSAVA MAIS NELE E QUE O TEMPO TODO PENSAVA NO ‘OUTRO’. ELA, COITADA, ERA MUITO BOBA, SÓ RIA, NÃO TINHA MALDADE, LEVAVA NA BRINCADEIRA”, LEMBRA ROSILEIDE.

A jovem não havia relatado à família que sofria agressões e ameaças, mas, há alguns dias, tinha pedido ajuda aos parentes para conseguir dinheiro para comprar uma passagem de ida para Serrinha. Ela pretendia terminar o relacionamento com o adolescente, mas ele estava se recusando em viajar.

“Ela pediu essa ajuda e nós estávamos juntando dinheiro para mandar ele embora. Eu pedi para minha irmã não trazer esse ‘menino’ para dentro de casa. Também não me dava muito bem com ele. Eu sentia que não era do bem”, contou a irmã.

Por meio de nota, a PM informou que policiais da 81ª CIPM (Itinga) foram acionados para atender a uma ocorrência de homicídio no bairro de Areia Branca. Ao chegar no local, guarnição isolou a área e acionou o Serviço de Investigação em Local de Crime (Silc) para remoção do corpo e realização de perícia. Também foi feito rondas na área, mas o suspeito não foi localizado.

O corpo de Michele será sepultado às 11h desta quinta (9), no Cemitério de Portão, em Lauro de Freitas.
Fonte: Iguatu net

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