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04 junho 2018

Dez sedes municipais do Ceará estão em estado crítico de abastecimento


(Foto: Júlio Caesar/ O POVO)
Mesmo a quantidade de chuvas deste ano ficando em torno da expectativa, cerca de dez sedes municipais ainda sofrem com o abastecimento. Seis delas têm seu manancial principal em estado de colapso ou entrarão nessa categoria até o dia 31 de julho. Outras quatro cidades podem entrar em situação crítica de alto nível até os meses de agosto e setembro deste ano.
Os dados foram apresentados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) nesta segunda-feira, 4. Eles mostram a análise sobre a quadra chuvosa, período de fevereiro à maio.

As cidades que estão com situação mais grave são Boa Viagem, Deputado Irapuan Pinheiro, Monsenhor Tabosa, Piquet Carneiro, Pereiro e Mombaça, sendo esta a que mais sofre. Mais nove cidades estão em alerta. De acordo com Neuri Freitas, presidente da Cagece, construções de poços e instalações de adutoras de montagem rápida serão alternativas para o uso da água dos reservatórios desses municípios. As atividades planejadas para o segundo semestre deste ano, segundo ele, já são aplicadas atualmente em algumas cidades operadas pela companhia.

Dentre as cidades que estão definidas como tendo média criticidade de abastecimento, destacam-se Cascavel e Beberibe. Como a água dessas regiões pode acabar ainda em agosto deste ano, o secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, afirmou que uma adutora será construída para levar abastecimento do Eixão das Águas para essas cidades. Ele afirma que o abastecimento da região tem histórico de dificuldades. O orçamento da obra é de R$ 6 milhões e o prazo para a construção é até a próxima quadra chuvosa, em 2019.

Análise da quadra chuvosa
O prognóstico realizado pelos meteorologistas da Funceme para 2018 foi o primeiro positivo em seis anos, com expectativa de chuvas acima da média histórica para o período. Entretanto, as precipitações chegaram apenas em torno da média, ainda ficando dentro do esperado. Foram 581,4 mm registrados neste quadrimestre, sendo abril o mês mais chuvoso, com 211,1 mm, seguido de fevereiro com 187,9 mm. Apesar de ficar somente três pontos abaixo da média, as precipitações não foram suficientes para sanar o problema de abastecimento de recursos hídricos no Estado. De acordo com a fundação, somente 40 cidades estão com a situação hídrica normalizada até o final deste ano.

A Peleja da água - O que mudou depois da chuva

Mesmo irregulares, as chuvas de 2018 transformaram paisagens do Interior cearense. Apareceu pasto para os animais e água para os açudes. O sertão é outro, transformado, depois de seis anos de secura e pouca precipitação. Mas também apareceram novos problemas, como a mortandade.

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