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terça-feira, 12 de junho de 2018

Ceará pode perder 1 bi em arrecadação de ICMS


Foi apresentada no Senado proposta para limitar, em âmbito nacional, as alíquotas do ICMS a 18% para álcool e gasolina e 7% para diesel. As cargas tributárias atualmente vigentes no Ceará são 25% para o álcool, 29% para gasolina e 17% para diesel. O ICMS sobre combustíveis equivale a 23% da arrecadação total do imposto no Ceará, que no ano de 2017 representou 2,5 bilhões de reais.

É absolutamente irresponsável aprovar de maneira abrupta esta medida que provocaria colapso nas contas públicas estaduais, extremamente dependentes do produto desta arrecadação. A perda anual de arrecadação no Ceará seria na ordem de 1 bilhão de reais, que impactaria de forma imediata e negativa na prestação dos já precários serviços estaduais, como educação, saúde e segurança pública.

Além disso, impera esclarecer à sociedade que os súbitos aumentos dos combustíveis não decorrem do ICMS, que não aumentou este ano, mas da questionável política de preços adotada, com bênçãos temerosas, pela Petrobras desde 2016. A aprovação da resolução colocará na conta dos Estados – os quais em sua maioria sofrem grandes dificuldades financeiras – as consequências nefastas desta política, sobre a qual as administrações públicas estaduais não têm qualquer gerência.

Não discutir a compensação dos prejuízos dos entes subnacionais evidencia o caráter leviano e populista que norteia a proposta. Não se é contra a redução do ICMS incidente sobre os combustíveis, ela é salutar, mas não pode ser realizada desta forma.

O POVO

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