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15 dezembro 2016

A principal pergunta que se faz no sertão cearense é se haverá ou não inverno em 2017. Nos açudes não há mais água, a mata secou, o cenário é de aridez. A preocupação de todos é com a possibilidade de um sexto ano seguido de chuva abaixo da média. Os profetas das chuvas, que observam as plantas, animais, ventos, nuvens, estrelas, o horizonte, a lua, segundo reza a tradição, começaram com o ciclo de experimentos, neste dia 13, dedicado a Santa Luzia.

Na madrugada de ontem, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) registrou chuva em nove municípios. A maior precipitação foi em Viçosa do Ceará, com 14,8mm. Nos últimos dias a intensidade do céu nublado começou a aumentar, sobretudo nos municípios do Interior.

Segundo o meteorologista da Funceme, Raul Fritz, as precipitações desta terça-feira foram as primeiras do que é considerada a pré-estação chuvosa, período que, conforme explica, deve se intensificar. "dezembro costuma ter uma frequência maior de chuvas a partir da segunda quinzena, apesar de não serem muito regulares", disse. No período, as precipitações registram uma média histórica de 32mm no Estado. Até ontem, as primeiras precipitações já registraram 6,5 mm. "Até o fim do mês pode ser que cheguemos próximo dessa quantia", sinaliza Raul.

Ele explica que as chuvas são consequência de fenômenos meteorológicos oriundos da Bahia, e que podem atuar com mais intensidade no Sul do Ceará. O principal fenômeno da pré-estação, os vórtices ciclônicos de altos níveis, também colaboram. Raul adianta que ainda nesta semana, caso se confirmem, os fenômenos devem trazer novas chuvas. "Temos uma tendência razoável, de que a partir de sexta-feira venham mais chuvas, a se confirmar nos próximos dias".

Diário do Nordeste - Regional

Jornalista Honório Barbosa

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