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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Dallagnol: Lula é o comandante máximo do esquema de corrupção


DF - PROCURADORIA/PACOTE ANTICORRUP«√O - POLÕTICA - O coordenador da forÁa-tarefa Lava Lato, o procurador da Rep˙blica Deltan Dallagnol, durante apresentaÁ„o das propostas do MinistÈrio P˙blico Federal para o Combate ‡ CorrupÁ„o, no AuditÛrio do Conselho Superior do MPF, em BrasÌlia, nesta sexta-feira. 20/03/2015 - Foto: ANDR… DUSEK/ESTAD√O CONTEDO

O procurador de República Deltan Dallagnol disse nesta quarta-feira (14), em entrevista coletiva em Curitiba, que o ex-presidente Lula era o comandante máximo do esquema de corrupção na Petrobras, conhecido como “Petrolão”. Ele é acusado de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Segundo Dallagnol, Lula recebeu valores de mais de R$ 3 milhões em propinas da empreiteira OAS. “Encontramos dois tipos de corrupção, a do “Petrolão”, restrito a Petrobras, e a Propinocracia, que tem uma forma mais ampla, ou seja, um governo regido pelas propinas. A corrupção estava disseminada no Governo”, frisou.

“Chegando ao topo da hierarquia, hoje o MPF acusa o senhor Luis Inácio Lula da Silva como comandante máximo do esquema de corrupção na Petrobras. O MP não está julgando aqui quem Lula foi ou é como pessoa. Não estamos julgando se o seu governo foi bom ou não ou o que ele fez ou não fez pelo povo brasileiro. O que o MP faz aqui é imputar a ele as responsabilidades dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em um contexto especifico, indicando qual a sua medida da sua responsabilidade com base em evidencias”.

Segundo ele, a empreiteira OAS, através de três contratos, realizou pagamentos à diretoria de abastecimento e de serviços. “Com relação a Lula, identificamos o pagamento de repasses pela OAS, por meio de um apartamento Triplex, que foram utilizados na reforma e decoração e por meio de contrato falso de armazenamento de bens de Lula, como se fossem da empreiteira. Lula recebeu por esse esquema, mais de 3 milhões de reais”, pontuou.

O procurador enfatiza, que Lula é acusado de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro, em um esquema que funcionou de 2006 a 2016, com envolvimento de R$ 87 milhões, e lavagem de dinheiro  chegando ao total de R$ 3,7 milhões, pagos em propina de forma dissimulada ao ex-presidente Lula. “Nosso pedido a Justiça requer confisco de valores de R$ 87 milhões e o ressarcimento de mais R$ 87 milhões a serem pagos pelo grupo OAS”.

Deltan citou também o PMDB e disse que o ex-senador Sérgio Machado era o representante do Governo no esquema. Segundo ele, os apadrinhados políticos assumiram os cargos para atuar no esquema de arrecadar propinas, que teria a missão de manter o grupo no poder, a governabilidade, a perpetuação do poder, e o enriquecimento ilícito, “Com base nas investigações podemos afirmar que existia um esquema de arrecadação de propinas sistematizado. O método encontrado foi a corrupção”.


“O que vemos é o PT arrecadando recursos para se perpetuar criminosamente no poder e o Lula é o comandante maior desse esquema. Seria impossível um líder como Lula ficar de fora desse esquema que envolveu o Partido dos Trabalhadores e o seu governo. Lula é o grande general que comandava a prática dos crimes”. 

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