Castanhão recebe águas do Orós
os 5,5m³/s, entretanto este volume irá suprir a necessidade
de perenização de 100 km dos 160 km de manancial. As comunidades ribeirinhas
questionaram a vazão não chegar até Itaiçaba, sendo restrita apenas a
localidade de Sucurujuba, em Quixeré. Sendo assim ficam de fora desse
abastecimento as cidades de Jaguaruana, Palhano, Itaiçaba e Aracati, que até
ano passado eram abastecidas pelo rio Jaguaribe.
Para compensar a redução de oferta hídrica oriunda da bacia
do Jaguaribe para Fortaleza, Débora acrescentou que uma série de medidas vêm
sendo tomadas para que a RMF utilize sua própria água. Entre as ações, estão a
liberação de água do Açude Aracoiaba, onde deve aumentar em 20 milhões de
metros cúbicos o sistema metropolitano; o aproveitamento de 25 milhões de metros
cúbicos do volume morto do Açude Pacajus com o intuito de utilizar todas as
suas reservas, o aproveitamento do sistema Cauípe, para complementar o
atendimento da área industrial e da área Oeste de Fortaleza; a transferência da
captação do município de Maranguape do Açude Gavião para a Barragem do
Maranguapinho e a construção de 42 poços no campo de dunas do Cumbuco e no
Pecém.
"Fizemos uma série de cálculos e estudos para que os
cenários pudessem atender às principais demandas e aliviar o Vale. Estamos
vivendo um momento crítico de pouca oferta hídrica e tentamos chegar a um
acordo", ressalvou Débora.
Fonte: Diário do Nordeste



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