Somos hoje, ainda, prisioneiros de uma política que nos
acorrenta em suas manobras e tira a liberdade de ser livre. A sombra nebulosa
paira a nossa volta e vemos a realidade no contexto moderno de uma grande
caverna; quem sai dela, poucos, chega a luz em princípio cego a uma nova
verdade. Reconhecer a mudança que a luz trás é fugir da obediência e
libertar-se.
Que reflexão de
quem sai da caverna e retorna? O que ele pode encontrar? É o mesmo de antes.
Quem se transforma: a volta ao mundo da sombra terá de enfrentar a desconfiança
da sua realidade adquirida. A mudança não vem de graça! ... é preciso que o homem
que viu a luz encare os desafios. Pois, quem vive no mundo da caverna, nunca
tivera contato com outra realidade exterior, o seu mundo é de sombra e o da
ignorância, limitado a essas sombras que estão à sua frente.
O homem estará
sempre preso ao mundo de sua realidade. Quero acreditar que o retorno do homem
a caverna, seja mais difícil habituar-se em relação ao mundo externo, isto é, a
luz nos dá a liberdade, pelo menos, a oportunidade de pensar numa alternativa
evidente de modificar com sabedoria nossa vida pública ou privada.
Aos que retornam
a sua caverna, como eu e tantos outros, muitas vezes, a incompreensão e a
desconfiança, em prejulgamentos sem proposito, que não leva a lugar nenhum,
talvez, as boas ações sejam banalizadas pelas esquinas e levadas pelos ares por
falta de critério.
Não quero e nem
desejo, aos que se livraram das sombras da imposição dos modelos vigentes se
curvem ante a prepotência e arrogância, ante uma luz que liberta, façamos nossa
parte sem sabujíssimo, mas no dever de orientar e humanizar.
Devemos
diferenciar o mundo que nos aprisiona (falsas promessas em véspera de eleições)
do mundo que nos libertas.
Antônio
Rilmar Cavalcante


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