
“Hoje temos
veículos sendo comercializados no Brasil por menos de US$ 7 mil. Com o câmbio
do jeito que está, o Brasil tem um dos carros mais baratos do mundo”, disse,
antes de ser questionado sobre o fato de o brasileiro ganhar em reais. “Sim,
mas lembrando que este veículo de US$ 7 mil tem mais de US$ 2 mil de impostos”,
respondeu. Moan explicou que fez a conta em dólares, porque em 2012, quando o
dólar chegou ao patamar de R$ 1,50, o carro brasileiro foi tratado como o mais
caro do mundo.
Segundo o
presidente da Anfavea, entre 2004 e 2015, a inflação do Brasil superou 85%,
enquanto os preços dos carros subiram 4% no mesmo período. Ele atribuiu o fato
à elevada competitividade do setor no Brasil.
As
afirmações foram feitas após reunião com o ministro do Planejamento, Valdir
Simão. Mesmo afirmando que a associação não pediu ajuda ao governo e entende a
importância do ajuste fiscal, Moan defendeu a redução de tributos. “O que
sempre queremos é que haja ajuste na carga tributária aos níveis
internacionais”, disse. Sobre a redução de IPI para veículos, que já foi
adotada pelo governo petista, ele afirmou que não acha “que foi um programa de
desoneração, mas um programa de ajuste temporário da mais alta carga tributária
sobre veículos do mundo”.
Produção
Em
entrevista a jornalistas, o presidente da Anfavea disse ainda que a associação
projeta para 2016 um crescimento de 0,5% na produção de veículos do País. Segundo
ele, a expectativa é que o ano se encerre com um recuo de 7,5% nas vendas do
mercado interno, associado a uma expansão de quase 9% nas exportações de
veículos.
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