Trabalhadores dos Correios entram em greve hoje em todo país

domingo, 11 de março de 2018


Paralisação começa a partir das 22h. Na segunda (12), TST julga o pagamento do plano de saúde de parentes dos servidores

Trabalhadores dos Correios entram em greve

Os trabalhadores dos Correios de todo o país entrarão em greve, por tempo indeterminado, a partir das 22 horas de domingo (11), de acordo com a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares).

O principal motivo da paralisação é que na segunda-feira (12), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) vai julgar o pagamento do plano de saúde dos funcionários da estatal. Os Correios querem alterar a fórmula de custeio do convênio dos 106 mil servidores ativos, 30 mil inativos e seus dependentes.

Atualmente, não há pagamento de mensalidade e a coparticipação do beneficiário é de 7% do valor das consultas. Porém, a estatal quer bancar 100% do plano dos servidores e retirar pais, filhos e cônjuges do convênio. De acordo com a empresa, os gastos com o benefício cairiam de R$ 1,8 bilhão por ano para R$ 700 milhões. Ao todo, 390 mil pessoas são beneficiadas com o plano de saúde pago pela estatal.

No começo do ano, em umas das negociações entre servidores e a empresa, o ministro do TST, Manoel Pereira, propôs que os Correios cobrissem 75% dos custos com o plano, e os funcionários, os outros 25%, além de retirar pais e mães da lista de dependentes. O sindicato não aceitou a oferta.

Os Correios, em nota, disseram que aguardam a decisão do tribunal para tomar as medidas necessárias após terem tentado exaustivamente um acordo com os representantes.  A empresa alega que não consegue mais sustentar as condições do plano de saúde.

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Contra a privatização

Para a FENTECT, os trabalhadores dos Correios serão prejudicados se precisarem custear o plano de saúde de parentes diretos. Segundo a categoria, o salário médio dos Correios é de R$ 1.600,00, o mais baixo das estatais.

Os funcionários também discordam da posição dos Correios de que é o plano de saúde um dos principais motivos do rombo nas contas da empresa. Conforme a federação, o convênio representa de 8% a 9% da receita da estatal.

Folha Serrana / R7.com

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