Petrobras avalia mudar política de preços para evitar aumentos do gás de cozinha

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O gerente de marketing da Diretoria Executiva de Refino de Gás Natural da Petrobras, Flávio Tojal, disse que a empresa está analisando uma alteração na política de preços para o gás. A Petrobras anunciou um aumento acumulado de 50% desde agosto e, em novembro, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do botijão estava em R$ 65.
Tojal participou de audiência pública sobre os aumentos dos preços de gás de cozinha e da gasolina na Comissão de Legislação Participativa da Câmara nesta quinta-feira (7). Ele explicou que eventos extremos impactaram os preços, determinados pelas variações internacionais, uma vez por mês.
“A diretoria está sensível aos impactos que o mercado tem apresentado nos preços do gás. Este ano, nós tivemos situações fora de controle, como o furacão nos Estados Unidos. Eventos fora do normal que provocaram esses preços para cima. A diretoria da Petrobras está analisando algum ajuste, alguma adequação na política de preços de maneira a mitigar um pouco seus efeitos sobre os consumidores”, informou.
Questionado pelo deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), um dos autores do requerimento para o debate, Tojal explicou que apenas 35% do preço do gás são de responsabilidade dos aumentos anunciados pela Petrobras. 46% do preço são fixados pelos custos e margens de lucro das distribuidoras e das revendas. Os impostos ficam com o restante. No caso da gasolina, apenas 29% têm participação da Petrobras. 13% vêm do álcool adicionado à gasolina e 12%, de distribuidores e revendedores.
A chefe da Divisão de Sanções Administrativas, da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, Jacqueline Raffoul, sugeriu a implementação de subsídios para a população mais pobre adquirir o gás de cozinha em função da importância do produto para essa faixa de renda. Ela disse que muitos Procons estaduais relataram aumentos abusivos de preço nas revendas e, em Recife, foi registrado caso de queimadura de consumidor pela substituição do gás por álcool no preparo dos alimentos.
Desde 2016, os preços dos combustíveis seguem o mercado internacional de maneira mais constante e, no caso da gasolina, os reajustes podem acontecer a qualquer momento.

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