Mais de 1.800 motoristas paralisam Operação Carro-Pipa; 800 mil cearenses serão afetados

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Os pipeiros pararam as rotas do Operação Carro-Pipa Federal no início da manhã de ontem.
Mais de 1.800 carros-pipa cadastrados no programa emergencial de abastecimento d’água para comunidades rurais do Ceará, os Operações Carros-Pipas, do Governo Federal, paralisaram suas atividades no início da manhã desta segunda-feira (6). Eles só retornarão às rotas após serem atendidos pelo comando geral da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro, responsável pelo controle e fiscalização do serviço dos pipeiros no Ceará, informou o presidente do Sindicato dos Pipeiros do Estado do Ceará (Sinpece), Eduardo Aragão.

Pelos levantamentos do Sinpece, a adesão foi geral. Além dos 500 proprietários de caminhões-pipa cadastrados no Sindicato, outros 1.300 a 1.500 deixaram de circular nas rotas estabelecidas a partir dos diagnósticos levantados pelos conselhos de Defesa Civil dos municípios. No Estado são mais de 20 mil rotas, estimam os pipeiros. Mais de 800 mil habitantes estão sendo prejudicados com a paralisação.

As maiores concentrações de carros-pipa parados estão em Morada Nova, no entorno do Canal do Trabalhador, onde os caminhões são abastecidos com água considerada potável; em Orós, no entorno do segundo maior açude público do Ceará; em Madelena, no Açude Umari, de onde passou a ser captada água para abastecimento dos moradores rurais deste município e vizinhos, em Banabuiú, onde está situado o terceiro maior açude do Estado, o Arrojado Lisboa, e também em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, onde os carros-pipa abastecem para atender Canindé e Caridade.

A paralisação está se estendendo por todo o Estado. Em Banabuiú os pipeiros também aderiram à greve. Foto > Avelino Neto

Falha no Sistema

O principal motivo da paralisação é a falha no sistema eletrônico de aferição das rotas, o GRipa. Funcionando através de GPS, o equipamento não registra todos os percursos realizados nos relatórios de conferência do Comando de Operações Terrestres (Coter) do Exército Brasileiro. Há a necessidade de confirmação através do print do mapa da rota realizada no dia. Por conta desses transtornos o pagamento do serviço está demorando até três meses.

Segundo o presidente do Sinpece o serviço de rastreamento por GPS é realizado por uma empresa que recebe em média R$ 3 milhões mensais. O valor varia porque o número de carros-pipas contratados também varia de acordo com a necessidade de demanda. Apesar das constantes reclamações o contrato do Governo Federal com a prestadora do serviço vem sendo mantido deste 2012.

Bloqueio de rodovias

Além da paralisação, os pipeiros apontam para a possibilidade de interdição de rodovias estaduais e federais. O bloqueio poderá ser realizado 24 horas após o início da paralisação caso o comando da 10ª Região Militar não envie representantes para conversarem com os representantes da categoria e levarem ao órgão responsável pelo programa emergencial, o Ministério da Integração Nacional, as reivindicações da categoria para a solução do problema.

A 10ª Região Militar informou através da sua assessoria que se manifestará sobre o problema através de Nota pública.

Até a publicação desta edição a reportagem do Diário do Nordeste não havia conseguido manter contato com o Ministério da Integração. Os telefones disponíveis não atendiam as ligações.

Resp; DN

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