VACA DAR CRIA BEZERRO COM APARÊNCIA DE PORCO EM IRACEMA-CE

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Zé das Moças
Hoje no sítio lagoa nas proximidades da cidade de Iracema-CE, uma cidade que fica 280km de fortaleza, um fato chamou atenção de muitos moradores e curiosos da cidade e do campo. E muita gente ficara de boca aberta com o que viram inclusive o dono do sítio o “Sr. José das Moças” como é conhecido na região, segundo ele por volta das 6:40hs da manhã quando percebeu que a vaca estava para parir ele ficou muito preocupado e chamou logo um amigo que tem conhecimento experiência com animais nesses casos, Carlinhos é a pessoa certa e sabendo do fato; de imediato veio até o local para ajudar na retirada do bezerro.


Mais quando retiraram! Todos ficaram perplexo com tamanha surpresa vendo o que realmente tinha saído de dentro da vaca, nem era bezerro; nem porco, era uma mistura dos dois e foi chamado de bezerro porco, fizemos um resumo sobre o assunto abaixo do que tem causado essas anomalias em vários animais.

RESUMO

Malformações congênitas causadas pela ingestão de Mimosa tenuiflora têm sido observadas em ruminantes no semiárido do Nordeste Brasileiro. Neste trabalho foram estudadas as malformações congênitas em ruminantes diagnosticadas entre 2000 e 2008, em municípios da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Durante o período foram recebidos 1.347 materiais de ruminantes para diagnóstico, desses 47 (3,48%) foram dignosticados como malformações congênitas. Com base no tipo de malformação e na procedência do animal as malformações foram divididas em: 1) causadas pelo consumo de M. tenuiflora; e 2) malformações esporádicas, sem causa conhecida. De 418 materiais de ovinos, 21 corresponderam a malformações, sendo 18 (4,3% do total de materiais) de malformações causadas por M. tenuiflora e 3 (0,71%) de malformações esporádicas. De 434 materiais de bovinos, 14 foram diagnosticados como malformações, sendo 8 (1,84%) causadas por M. tenuiflora e 6 (1,38%) malformações esporádicas. De 495 materiais de caprinos, 12 apresentaram malformações, sendo 9 (1,81%) causadas pela ingestão de M.

Tenuiflora e 3 (0,6%) malformações esporádicas. As principais malformações causadas por M. tenuiflora foram artrogripose, micrognatia, palatosquise, microftalmia e hipoplasia ou aplasia unilateral ou bilateral dos ossos incisivos. As malformações esporádicas incluiram: acefalia e hermafroditismo, dicefalia e malformações de vasos intestinais em ovinos; atresia anal em três caprinos; e hidranencefalia, atresia anal, malformações de costelas com eventração, hipoplasia cerebelar e hidrocefalia, coristoma pulmonar e meningocele, e gêmeos siameses em bovinos. O caso de hipoplasia cerebelar com hidrocefalia foi negativo pela imuno-histoquímica para o vírus da diarreia viral bovina.

Malformações congênitas causadas por M. tenuiflora ocorreram durante todo o ano. A maior frequência em ovinos está aparentemente associada ao consumo da planta, na primeira fase da gestação, após as primeiras chuvas, quando as ovelhas estão sendo suplementadas e a planta é o principal volumoso disponível. As malformações ocorrem principalmente nas áreas mais degradadas, onde existe maior disponibilidade da planta e menor variedade de plantas da caatinga.

TERMOS DE INDEXAÇÃO: Anomalias congênitas, plantas teratogênicas, plantas tóxicas, Mimosa tenuiflora, intoxicação por planta.
Folha Serrana

Repórter; Francisco Filho

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