NA LUZ DA POESIA - A CAVALGADA

sábado, 26 de agosto de 2017


  O ano era 2015, o meu desconhecimento, evidentemente, era inusitado ante o desafio novo que teríamos de enfrentar. O sol abrasador no Sítio Tomé Vieira, um grupo de pessoas querendo aprender e a entender esse fenômeno social e cultural, que a mim chamava atenção. É claro que já ouvira falar nesse passeio a cavalo - chamada cavalgada -. Inicialmente, algo importante me atraio pela simplicidade daquele quadro tão nordestino. Os cavaleiros e amazonas, homens e mulheres, também, alguns jovens e crianças, meramente, uma multidão cheia de fé e amor, para mim, nunca visto antes. Era ali, a minha primeira experiência, que vivi de complexidade ante um cenário de rara beleza.

     Como queríamos, era o nosso escopo, fazer a primeira cavalgada em Pereiro, então, comecei a conversar com os cavaleiros e convidá-los para se fazer presente, em agosto na semana do município, no aniversário de 125 anos de emancipação política. Observamos tudo, o que era preciso para construir esse sonho, sabendo das dificuldades, até então, totalmente, além da compreensão nossa. Fomos em frente e sempre construindo uma ideia realística da possibilidade plausível em nossa aventura? Que as chances eram viáveis. Surge a primeira pergunta quanto custa? Para mim era uma preocupação. Como atender bem, para conquistar a confiança de todos. A festa continuava. Entre os aboios de Lula, particularmente, a mim, o canto poético de um homem rústico sem nenhuma formação, pois, vim saber, depois pelo mesmo, que não sabia ler nem escrever. Tudo me encantava e me deixava cada vez mais entusiasmado. Estava presenciando algo da inocência criatividade que o homem é capaz. Comprovadamente, a raiz do povo nordestino, de uma nação de homens fortes, que dava vida em sua plasticidade açoitada pela seca inclemente, que a tudo de feio cercava aquele baixio de habitantes de quilombola.

     Foi uma experiência que marcou a todos. Ficaram as imagens enigmáticas daquele domingo festivo. A fé estampada daquele povo, de tamanha felícia nada comparável, não é de estranheza os motivos, ali, era como a redenção daquela gente. Se fossemos aprofundar a história vivida desde de seus antepassados, teríamos momentos no mister tristeza e alegria. Todas essas coisas enraizada na minha mente fluía célere numa concepção fora do mundo modernizado que é anunciado pela falta de responsabilidade de nossa cultura popular. Enxerguei além, vi o caminho de uma nova luz para minha vida. Como lente, por mais de 40 anos, a descoberta pura para impulsionar minhas ideias, que até então, adormecidas na inércia das cogitações puramente filosóficas. A cultura do regional para o universal unia-se e dava sentido na estrutura da valorização do homem com a natureza.

     Pasme! a descoberto tão rica desses eventos culturais. Vi-me em um choque, o qual só tinha conhecimento através dos livros. Posso dizer que minha vida começou a se transformar procurando algo que deixei de vivenciar. Acreditei que poderia trazer essa cultura para Pereiro, não estava errado, pois, o nosso primeiro evento alcançou mais do que todo grupo esperava. Os pereirenses alhures acompanharam pelas redes sociais na ardência saudade a nossa primeira cavalgada.NA LUZ DA POESIA - A CAVALGADA


 

  O ano era 2015, o meu desconhecimento, evidentemente, era inusitado ante o desafio novo que teríamos de enfrentar. O sol abrasador no Sítio Tomé Vieira, um grupo de pessoas querendo aprender e a entender esse fenômeno social e cultural, que a mim chamava atenção. É claro que já ouvira falar nesse passeio a cavalo - chamada cavalgada -. Inicialmente, algo importante me atraio pela simplicidade daquele quadro tão nordestino. Os cavaleiros e amazonas, homens e mulheres, também, alguns jovens e crianças, meramente, uma multidão cheia de fé e amor, para mim, nunca visto antes. Era ali, a minha primeira experiência, que vivi de complexidade ante um cenário de rara beleza.

     Como queríamos, era o nosso escopo, fazer a primeira cavalgada em Pereiro, então, comecei a conversar com os cavaleiros e convidá-los para se fazer presente, em agosto na semana do município, no aniversário de 125 anos de emancipação política. Observamos tudo, o que era preciso para construir esse sonho, sabendo das dificuldades, até então, totalmente, além da compreensão nossa. Fomos em frente e sempre construindo uma ideia realística da possibilidade plausível em nossa aventura? Que as chances eram viáveis. Surge a primeira pergunta quanto custa? Para mim era uma preocupação. Como atender bem, para conquistar a confiança de todos. A festa continuava. Entre os aboios de Lula, particularmente, a mim, o canto poético de um homem rústico sem nenhuma formação, pois, vim saber, depois pelo mesmo, que não sabia ler nem escrever. Tudo me encantava e me deixava cada vez mais entusiasmado. Estava presenciando algo da inocência criatividade que o homem é capaz. Comprovadamente, a raiz do povo nordestino, de uma nação de homens fortes, que dava vida em sua plasticidade açoitada pela seca inclemente, que a tudo de feio cercava aquele baixio de habitantes de quilombola.

     Foi uma experiência que marcou a todos. Ficaram as imagens enigmáticas daquele domingo festivo. A fé estampada daquele povo, de tamanha felícia nada comparável, não é de estranheza os motivos, ali, era como a redenção daquela gente. Se fossemos aprofundar a história vivida desde de seus antepassados, teríamos momentos no mister tristeza e alegria. Todas essas coisas enraizada na minha mente fluía célere numa concepção fora do mundo modernizado que é anunciado pela falta de responsabilidade de nossa cultura popular. Enxerguei além, vi o caminho de uma nova luz para minha vida. Como lente, por mais de 40 anos, a descoberta pura para impulsionar minhas ideias, que até então, adormecidas na inércia das cogitações puramente filosóficas. A cultura do regional para o universal unia-se e dava sentido na estrutura da valorização do homem com a natureza.

     Pasme! a descoberto tão rica desses eventos culturais. Vi-me em um choque, o qual só tinha conhecimento através dos livros. Posso dizer que minha vida começou a se transformar procurando algo que deixei de vivenciar. Acreditei que poderia trazer essa cultura para Pereiro, não estava errado, pois, o nosso primeiro evento alcançou mais do que todo grupo esperava. Os pereirenses alhures acompanharam pelas redes sociais na ardência saudade a nossa primeira cavalgada.

Antônio Rilmar Cavalcante

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