A CULTURA NORDESTINA SOBRE O VAQUEIRO E O CAVALO

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Nas caatingas dos emaranhados galhos, cipós e espinhos os vaqueiros nordestinos verdadeiros desbravadores do sertão árido enfrentam com coragem todos os perigos.



Em suas montarias ao pôr do sol a Ave Maria, momento de fé e agradecimento, o aboio triste soa pela profundeza da planície, cai a noite recolhido ao lugar esmo a pastorar o seu rebanho, estendido no lajeiro a contemplar a lua alva e o cruzeiro do Sul, noites longas de proteção do rebanho das onças evitando o estouro da boiada.

O vaqueiro enfrenta o problema maior, que é seca e as longas estiagens, para sobrevivência do rebanho corta xiquexique, macambira, mandacaru e outros cactos do sertão. Pela sobrevivência, em sua ciência matuta, a água escassa, o vaqueiro tira água das raízes do imbuzeiro para beber e comer, dessa árvore adaptada ao sertão.

Falar de todos os problemas vividos, um permanece até os dias de hoje, certamente, o mais doloroso, que gera a impunidade e a desigualdade, a barbárie social, a violência do rio de sangue no sertão nordestino.    

. Aos vaqueiros foram entregues as fazendas, eles cuidam como fossem os próprios donos do gado e das fazendas. Homens corajosos e tementes a Deus. Eles desbravadores, criadores de uma cultura pastoril, fundaram povoados, vilas, cidades costumes e tradições

Hoje destes bravos sertanejos temos orgulho de sermos filhos ou descendentes de quem com muita fé em Deus nosso protetor, desbravarão o Nordeste, criarão uma cultura pastoril, formaram povoados, vilas, cidades, costumes e tradições. Principal figura da pecuária nordestina.

A modernização da pecuário nordestina decretou a extinção de uma das mais originais tradições d pastorear. A tradição das mais lindas e belas o aboio, aboiado com as vogais, ô õ-õ, ê ê ê, ô ... quem aboiava eram os vaqueiros do alto médio sertão nordestino.

Hoje resta uma ramificação do aboio modificado aboiado, cantado ou entoado, improvisado nos dias de vaquejadas a grande festa dos vaqueiros.
        
Hoje resta uma ramificação do aboio modificado aboiado, cantado ou entoado, improvisado nos dias de vaquejadas a grande festa dos vaqueiros. É contagiante essa paixão que corre nas veias dos nordestinos.


Em minha veia poética, quero em versos homenagear o vaqueiro Raimundo Jacó, assassinado pela bala traiçoeira. Pelo ódio dos coronéis, não era doutor, não senhor! Traga a sua lembrança que um dia eu tenho esperança, em vida o homem vaqueiro, doou por inteira com amor e vocação as causas do sertão. Todo mundo comemora, em meu lembrar, vem agora, O vaqueiro que a vida toda pelas estradas tangia a boiada, do seu canto de aboiador gemendo justiça a dor.

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