Dia 29 de agosto de 2008, entra para o calendário das comemorações nacionais como o dia do vaqueiro, no Brasil

sábado, 27 de agosto de 2016

Dia 29 de agosto de 2008, entra para o calendário das comemorações nacionais como o dia do vaqueiro, quando a data foi instituída através da Lei federal 11.797/08.

     E, em 2013, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei que regulamenta a profissão de vaqueiro no país, atividade presente principalmente na região nordeste. O Profissional que trata do manejo e do conduzo de animais como bois, cavalos e outros animais pastoreio. Além do mais, a lei define o papel desse profissional de treinamento de animais para evento esportivo.

     No Nordeste é indiscutível, o vaqueiro, um símbolo de resistência e de nossa tradição. O tipo étnico do vaqueiro provém do contato do branco com o índio durante a penetração do gado nos sertões do Nordeste. O vaqueiro faz uso de sua indumentária própria, feita de couro para proteger sua pele, composto por perneira (calça), gibão (dólmã ou jaqueta de couro, sobretudo), chapéu (de couro de abas largas dobradas no meio), peitoral (avental de couro), luvas e botas. O aboio é uma das caracterizações ao conduzir o gado, também, seu baio orienta um companheiro perdido pela caatinga. O gibão, dólmã esse sobretudo, é enfeitado e fechado com cordões de couro.

O peitoral é seguro por uma alça que passa pelo pescoço. As perneiras cobrem as pernas do pé até a virilha, são presas na cintura que o deixe livre para cavalgar, e as luvas cobrem as mãos deixando os dedos livres; e nos pés, o vaqueiro usa alpercatas ou botinas. O chapéu protege-o do sol e dos golpes dos espinhos e dos galhos da caatinga, às vezes, sua copa é usada para beber água. O jaleco feito de couro de carneiro, é usado geralmente em festa, com duas frentes: Uma para o frio da noite, de lã, e a outra de couro liso, para o calor o dia.

     A importância histórica do vaqueiro foi eternizada na literatura de Patativa do Assaré, Euclides da Cunha, de Guimarães Rosa, de Ariano Suassuna, no cinema, nas novelas e, principalmente, na música na voz marcante de Luiz Gonzaga. 

     O vaqueiro é um homem integrado ao ambiente inóspito em que vive, representa a figura do ser valente, lutador, resoluto e desbravador. Precisamos manifestar, afora como símbolo de destemor e coragem, a sua fé.



Foto: Missa do vaqueiro

     O ato religioso, que é a Missa do Vaqueiro, tradicionalmente, incorporado na cultura popular do sertão pernambucano. A origem desta celebração é a partir do desaparecimento do vaqueiro Raimundo Jacó, que foi assassinado traiçoeiramente nas caatingas do Sítio das Lages, distrito do município de Serrita, localizado no alto sertão do Araripe. Em sua memória foi realizada a primeira missa pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga, cantor e compositor, e celebrada pelo padre João Câncio dos Santos em 1971.

Sempre sua celebração é no terceiro domingo de julho, ao ar livre, num local onde foi construído um altar de pedra rústica em forma de ferradura. Neste dia se reúnem vaqueiros de vários estados do Norte e Nordeste e se confraternizam diante da fé cristã. Esta homenagem não apenas ao vaqueiro Raimundo Jacó, mas a todos os vaqueiros nordestinos destemidos que desafiam a seca, a fome e o perigo do grande Sertão nordestino.

A festa é o resgate da valorização da cultura popular, que vive o clima, uma semana antes, de festa folclórica, banda de pífanos, zabumbeiros, sanfoneiros, tocante de forró pé-de-serra, baião, xote, xaxado, ciranda, coco, cantorias, repentistas, além de feirinhas típicas, onde são expostos objetos artesanais e decorativos, comidas tradicionais à base de milho e mandioca, rapadura, caldo de cana, beijus, entre outras. Portanto, no sentido de valorização a cultura e o rico artesanato nordestino.

     Vamos as ruas neste dia 28 de agosto, deixemos as diferenças de lado, vibrem e se emocionem, pois, a festa é de todos.

     Iniciaremos no estreito e finalizaremos no sítio chabocão, onde teremos quatro bandes, uma banda surpresa, para que a festa, a partir das 14 horas, fique maior e, também, não esquecer da RIFA DE UM CAVALO MANGALARGA MACHADOR, de pais campeões nacionais.  


     Todos nós, o coletivo que organiza, em Pereiro, a II Cavalgado na Semana do Munícipio, sentimos honrados e agradecidos, por proporcional conjuntamente com todos os pereirenses a realização de um evento de tamanho porte. As nossas responsabilidades são muitas, para que tudo ocorra em um clima de fraternidade; e sem incentivos de patrocinadores e colaboradores, só âmbito pessoal, o nosso evento ficaria empobrecido. Aqui, pedimos a todos, que a feitura mais digna do cidadão, não poderia ser diferente, é nossa colaboração com UM QUILO DE ALIMENTO, que será doado as instituições CELUR E A POSTORAL DA CRIANÇA, somente assim, completamos nossa participação plena de cidadão e cristão.

Antônio Rilmar Cavalcante



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